Cinco documentários para mandar bem em História Atual

No último domingo, 31,o Golpe Militar de 1964 completou 55 anos de seu acontecimento. A respeito dessa data, a coordenadora do curso de História da Universidade de Taubaté (UNITAU), Profa. Dra. Maria Fátima de Melo Toledo, listou cinco documentários importantes, e obrigatórios, àqueles que desejam entender um pouco mais sobre a história contemporânea do Brasil e do mundo.

 

O dia que durou 21 anos (2013), de Camilo Tavares.

O filme mostra a influência do governo dos EUA no golpe militar-político-civil no Brasil, em 1964. O diretor realizou extensas pesquisas nos EUA durante três anos em que levantou material como: telegramas e gravações telefônicas que mostram os motivos que levaram o governo dos Estados Unidos a intervir no Brasil. “Deveria ser obrigatório em todas as escolas”, comenta a professora.

Imagem de Amostra do You Tube

Cabra marcado para morrer (1984), de Eduardo Coutinho.

 

Filme de ficção sob a forma de documentário, narra a luta de um líder das ligas camponesas que surgiram o Nordeste na década de 1950, que é assassinado em 1962. Quando começou a rodar o filme, aconteceu o golpe de 1964, Coutinho tem seu material confiscado, é obrigado a parar e retoma as filmagens em 1984, buscando reencontrar a família do líder assassinado.

Imagem de Amostra do You Tube

Serras da desordem (2006), de Andrea Tonucci.

 

O documentário faz uma critica à ocupação desordenada das terras e ao massacre das culturas indígenas devido à exploração capitalista dos recursos naturais. Mostra a trajetória de Carapirú, um índio Awá-Guajá, que tem sua tribo invadida e massacrada por fazendeiros e madeireiros. Carapirú consegue fugir e começa longa jornada pelos sertões e cidades e matas do Brasil, tentando sobreviver. “Esse, sem dúvidas, é obrigatório a todos os historiadores”, diz ela.

Imagem de Amostra do You Tube

Noite e neblina (1955), de Alain Resnais.

 

Através de uma serie de imagens e objetos que sobreviveram ao Holocausto, resistindo à destruição e aniquilação absoluta, o diretor fez um documentário que dá visibilidade ao horror nazista. É uma espécie de “historia dos vencidos” evitando que, assim como os corpos, as memórias dos vencidos não sejam também “assassinadas”, como escreveu o historiador Pierre Vidal-Naquet, em 1988. “É um documentário muito belo, e ao mesmo tempo muito triste”, comenta a Prof. Fátima.

Imagem de Amostra do You Tube

Eu não sou seu negro (2017), Raoul Peck.

Baseado no livro do escritor norte-americano James Baldwin, o documentário narra, por meio de imagens de arquivos do próprio autor, suas lembranças dos três ativistas negros assassinados entre 1963 e 1968, Medgar Evers (1925-63), Malcolm X (1925-65) e Martin Luther King (1929-68). “É um documentário belíssimo”, encerra a professora.

Imagem de Amostra do You Tube

Todos esses documentários são de extrema importância para o melhor entendimento de momentos históricos muito relevantes ao Brasil e ao mundo. Além de retratarem realidades que influenciam até hoje a sociedade como um todo, como, por exemplo, o holocausto (retratado no quarto documentário sugerido), também é falado sobre muitas personalidades importantes para a luta de direitos iguais, como, por exemplo, Martin Luther King (no qual é mencionado no quinto documentário).

 

Matheus Corrêa

ACOM/UNITAU

Poste seu comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *